Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos
de João Monlevade

Filiado à CNM/CUT

PROJETO MEMÓRIA - Centro de Referência e Memória do Trabalhador (Cerem)

 

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Anos 80


 

 

 

 


Nos dias 07, 08 e 09 de janeiro de 1980, aconteceu o Encontro de João Monlevade, que reuniu importantes lideranças do movimento sindical e popular, como Lula (terceiro da esq. para direita, na foto) e que deu origem à Articulação Nacional dos Movimentos Populares e Sindicais (Anampos). A Anampos está na base da formação da CUT.

 

 


A década de 80 é um período difícil para o sindicalismo. Arrocho salarial e demissões.

Em 83, 150 trabalhadores são demitidos pela Belgo. Em 84, após uma greve, mais 94 demissões.

 

 

Mas também se faz ouvir a resposta dos metalúrgicos...

 

 

(Na foto, com microfone, Leonardo Diniz, que presidiu o sindicato em duas gestões - 1983 a 1985 e 1985 a 1987 - e foi prefeito de Monlevade no período de 1989 a 1992).

 

 

 

 

 


Em 86, acontece a mais longa greve do sindicato: 23 dias. A professora Celeste Maria Semião comandou um movimento de apoio das esposas à greve, que acabou por envolver outros setores da sociedade.

Em 89, uma vitória importantíssima. Com Ramos presidindo o sindicato, os trabalhadores conseguem a implantação da tabela francesa, que tornava menos desumano o sistema de revezamento.

Outra conquista com Ramos: cooperativa de consumo.

 

A história do sindicato, nessa década, está também ligada à participação na criação do Partido dos Trabalhadores (PT).

 

 

Marca os anos 80, ainda, a fundação da Casa do Trabalhador, que, até 1990, reuniu sindicalistas, intelectuais e líderes comunitários