Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos
de João Monlevade

Filiado à CNM/CUT

PROJETO MEMÓRIA - Centro de Referência e Memória do Trabalhador (Cerem)

 

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09/10/2007 - 10:38
Projeto Memória: preservar o passado, iluminar o futuro

Faz dois anos que o Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade deu início ao “Projeto Memória”. E qual o resultado? Muitos. Mas, para entendê-los, é preciso, antes de tudo, saber exatamente o que pretende esse projeto.

Os objetivos são, basicamente, dois:  1 - preservar as fontes de pesquisa; 2 - difundir a história da entidade. No esforço para atingi-los, a equipe executora, integrada por uma bibliotecária e um jornalista, realizou visitas técnicas para conhecer o trabalho de outras entidades e tem se debruçado, cotidianamente, sobre bibliografia especializada. Entre o material de referência utilizado, está, por exemplo, a ISAD, normal internacional que estabelece padrões para administração de arquivos.

E como criar um vínculo entre esse trabalho e a comunidade? Através da implantação do Centro de Referência e Memória do Trabalhador (que chamamos, inicialmente, de  Memorial do Trabalhador). Esse centro, que está sendo montado na sede do sindicato, consiste em um espaço físico para abrigar os documentos que já foram e são produzidos pela entidade ou são relativos a sua história, para que tais documentos possam estar à disposição de consulta por pesquisadores ou quaisquer outros membros da comunidade. Mas é também algo mais: um centro de realização de projetos para dar visibilidade à história dos trabalhadores, como exposições e outros eventos.

Esse trabalho de referência já deu os seus frutos. Um exemplo significativo é o livro “Nasce a CUT”, lançado em agosto pelo Centro de Documentação e Memória Sindical  (Cedoc) da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Entre as fotos utilizadas para ilustrar a obra, apenas três são de um acervo estritamente sindical – se não considerarmos o próprio Cedoc -,  e esse acervo é, justamente, o do Projeto Memória, do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade.

O fato de as fotos de nosso acervo terem sido a única fonte fotográfica estritamente sindical para ilustração do livro demonstra que o projeto tem, sim, um lugar proeminente na construção da consciência sobre a importância de uma cultura arquivística no meio sindical, para o presente e o futuro.  

Consolidar uma cultura arquivística significa plantar, com firmeza, um projeto de preservação e administração sólida de documentos, para que não fiquemos dependentes, apenas, da memória individual, que pode se apagar no próximo instante, se não for captada e abrigada em lugar perene e acessível às consciências lúcidas.

 

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